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A inteligência artificial permanece um desafio global. E as duas maiores potências econômicas não parecem inclinadas a selar um acordo que imponha limites efetivos à tecnologia. E, enquanto Estados Unidos e China disputam mercados, infraestrutura e influência estratégica, agentes de IA já são capazes de ultrapassar barreiras de segurança em sistemas públicos, como ocorreu na Austrália. O Brasil ainda não fez desse tema um debate à altura de suas consequências. O episódio australiano é uma advertência. Um agente desenvolvido pela OpenAI, durante uma busca por informações, obteve acesso não autorizado a arquivos de um portal de estatísticas de saúde. A ocorrência foi em junho; o governo só recebeu a comunicação em setembro. As autoridades afirmam que, até agora, não há evidência de exposição de dados pessoais, e uma investigação apura o alcance do acesso. Mesmo assim, o caso revela um problema novo: a existência de programas capazes de agir por conta própria, em etapas sucessivas, e que podem produzir resultados que escapam à tarefa recebida e ao controle esperado por seus criadores. Essa autonomia relativa amplia tanto a utilidade quanto o risco da IA. Um agente pode reunir documentos, comparar informações, escrever código e acelerar uma pesquisa científica. Também pode explorar uma falha, propagar um erro ou executar, em grande escala, uma instrução mal formulada. Entretanto, a responsabilidade não é da máquina que age por conta própria. Continua sendo de quem a desenvolve, opera, define suas permissões e deixa de interrompê-la quando algo sai do previsto. Essa é a questão central. ➡️ Acesse o site do Correio para ler o artigo completo no Blog Opinião 📸: Freepik/Dragos Condrea
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